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Home office X Olho no olho


Participo de um grupo de RH de whatsapp chamado Gente & Gestão. Nesses tempos de pandemia, resolvemos fazer uma reunião virtual, e foi uma experiência muito interessante! Nosso tema foi “A transformação digital do RH em home office com o uso das soft skills” – tema difícil e complexo.

Os que participaram da reunião são um grupo muito experiente (todos considerados “macacos velhos”).

Discutimos home office - consequências para o trabalho e para as pessoas (isolamento, fatores psíquicos, custo para a empresa e para o colaborador, sobrecarga de trabalho etc.) e a tendência para utilizar um modelo híbrido.

Falamos sobre a questão das lideranças, dos gestores, que na maior parte das empresas não tem as soft skills de liderança desenvolvidas e que o home office complicou essas relações. Falamos sobre sistemas de RH e modismos.

Um expert em RH, Raul Rosário, mentor e docente em Gestão de Pessoas, resumiu muito bem:

“O home office, penso, vai continuar sendo uma alternativa, as reuniões on line um recurso, mas as pessoas vão continuar querendo o presencial, o contato próximo, a troca de opiniões, o olho no olho etc. Ou seja, acreditamos que as pessoas vão continuar querendo ser pessoas. Talvez mais, até.”

Eu, como trabalhadora da área de RH, Gestão de Pessoas, venho refletindo sobre essa questão, e imaginando que é impossível realmente prevermos como cada pessoa ficará emocional e psiquicamente, se nossos processos de trabalho migrarem para o home office, seja num modelo híbrido, seja num modelo 100% home office.

Parece que o trabalho remoto não tem volta, mas, por outro lado, continuamos sendo humanos E relacionais.

Será que as empresas e o mercado vão conseguir realizar a mediação necessária entre esses dois polos: custo X benefício do home office frente à saúde emocional e psíquica dos colaboradores? Ou será que somente no futuro (a médio prazo?), após termos uma sobrecarga de adoecimento e uma sobrecarga de demanda nos sistemas de saúde é que vamos conseguir pensar essa questão com a devida humanidade?

Claudia Hochheim Oliveira – Consultora em Gestão de Pessoas – A&C Consultores Associados

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