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Hoje, Coronavírus II



Esse vírus expõem a fragilidade da espécie humana. Nós, super seres humanos: medicina avançadíssima, tecnologias de ponta, viagens turísticas à Lua, hidrelétricas, jatos, bomba atômica e o escambau... de repente, temos que ficar em casa isolados por conta de um vírus.


Um vírus, aliás, que ninguém tem muita informação: cloroquina resolve, cloroquina não resolve; não se recomenda o uso de máscaras, o uso de máscaras passa a ser lei...

Dia desses uma afilhada, que é médica, me disse que a primeira etapa do tratamento do Coronavírus é tomar vermífugo. Como assim?! Vermífugo?


Enfim... todo esse caos nos traz algumas reflexões, especialmente em relação ao mundo do trabalho. Da forma como vejo a realidade, o movimento pós-pandemia será de diminuição das estruturas físicas das empresas. Não há porquê manter escritórios com custo de aluguel, água, internet, luz, limpeza, etc, etc se meu funcionário pode trabalhar de casa. Se em home office (sempre os termos em inglês...) ele produz mais que no ambiente da empresa? Porque, se meu funcionário está feliz com a possibilidade de dimensionar seu tempo de uma forma mais flexível? E (inacreditável!) o home office não está prejudicando o resultado da empresa!


À primeira vista parece um grande Ganha-Ganha – ambos os lados têm vantagens!

Mas (sempre tem um ou vários “mas”) é necessário um olhar mais atento, analítico e estratégico para pensar a complexidade dessa questão.


Vou aqui tratar de alguns aspectos que me vem à mente logo de início.


Primeiro ponto: ok, a empresa economizará, mas quem paga esse custo? Como será pago? As empresas já estão praticando algum tipo de programa e/ou de compensação? Porque a luz, a água, a internet que o funcionário usa tem um custo... o gasto com a higienização de sua residência também está maior. Muitos poderão dizer: pelamordedeus! O que é isso?? Pensar nessas ninharias quando se tem a oportunidade de trabalhar de casa?!? Mas (de novo), o efeito novidade passa e, quando isso acontecer, a cultura do trabalho em casa estará implantada, ficando mais difícil modificar algo que já estabelecido.


Então: como essas questões têm sido tratadas? Como lidaremos com esses aspectos do home office? O que parece ser um ganho imediato pode vir a ser uma falácia a médio prazo. Já ouvi de mais de um funcionário: tenho trabalhado muito mais agora do que quando ia na empresa. Não consigo parar, sempre tem mais demandas para dar conta...


E aí podemos ir para o segundo ponto (que se desdobra em muitas questões): quais são os impactos psicológicos do home office? Mas disso trataremos em uma próxima publicação.

Claudia Hochheim Oliveira – Consultora em Gestão de Pessoas – A&C Consultores Associados

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